Beato Bártolo Buonpedoni é celebrado em 12 de dezembro e permanece um dos testemunhos mais belos da caridade franciscana. Nascido por volta de 1228, em família nobre de San Gimignano, ele descobriu cedo que Deus o chamava a um caminho totalmente diferente da glória mundana. Ainda jovem, buscou discernimento entre os beneditinos de San Michele, em Pisa. Ali recebeu uma visão profunda de Cristo Crucificado que, com ternura e firmeza, lhe disse: “Bártolo, eu te chamo ao caminho do sofrimento por amor a mim”. Desde então, sua vida tomou rumo definitivo.
Vocação e entrega total do Beato Bártolo Buonpedoni
Beato Bártolo Buonpedoni compreendeu que não podia voltar à antiga vida. Renunciou à herança familiar e abandonou toda perspectiva de poder. Dessa forma, mudou-se para Volterra e, por volta de 1250, ingressou na Ordem Franciscana Secular. Assim, assumiu o ideal de pobreza e humildade inspirado por São Francisco de Assis.
Logo contraiu lepra, provavelmente ao cuidar de doentes. Contudo, não viu a enfermidade como tragédia. Ao contrário, identificou nela o cumprimento da palavra recebida na visão. Por isso, acolheu o sofrimento como participação real na Paixão do Senhor.
A vida entre os leprosos
Beato Bártolo Buonpedoni foi acolhido no leprosário de San Lazzaro em Cellole, perto de Pisa. Ali viveu cerca de vinte anos. Nesse período, dedicou-se totalmente aos outros hansenianos. Lavava feridas, preparava alimentos, carregava os mais fracos e animava todos com fé. Assim também, seu testemunho converteu muitos corações.
A tradição relata que, quando morreu em 12 de dezembro de 1300, com 72 anos, as campanas de Pisa tocaram sozinhas. Para o povo, aquele som anunciou a entrada de um santo no céu.
Culto e legado espiritual do Beato Bártolo Buonpedoni
O culto ao Beato Bártolo Buonpedoni é muito antigo nas dioceses de Pisa e Volterra. O Papa Pio IX confirmou oficialmente esse culto em 1857. Em Pisa, a igreja de San Francesco guarda seu corpo incorrupto sob o altar-mor, sinal da pureza com que viveu.
A iconografia o representa com o hábito franciscano secular e com marcas visíveis da lepra. Apesar disso, sua figura irradia serenidade. Por fim, sua vida mostra como alguém pode transformar sofrimento extremo em serviço amoroso, vivendo a perfeita alegria franciscana nas provações.
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