São Paulo Chong Hasang cresceu em meio a perseguições e, ainda adolescente, assistiu ao martírio do pai e de parentes. Apesar disso, perseverou; além disso, transformou o sofrimento em zelo apostólico. Assim, decidiu servir a Igreja nascente com inteligência, caridade e firmeza.
Autoridades prenderam sua mãe e sua irmã e confiscaram os bens da família. Contudo, Paulo não desanimou. Em seguida, mudou-se para Seul e integrou-se à comunidade local. Desse modo, acolheu novos convertidos, catequizou famílias e consolidou pequenos núcleos de fé. Além disso, São Paulo Chong Hasang registrou necessidades e organizou ajudas discretas para os perseguidos.
Catequista e “diplomata” da fé: 15 viagens a Pequim
Ao notar a carência de sacerdotes, São Paulo iniciou quinze viagens a pé até Pequim (Beijing, China). Levou relatórios sobre a Igreja coreana, pediu missionários e negociou rotas seguras. Como resultado, bispos e padres das Missões Estrangeiras de Paris entraram clandestinamente e garantiram os sacramentos. Ademais, Dom Laurent Imbert reconheceu sinais de vocação em Paulo e o acompanhou com paternidade.
Testemunho final e martírio de São Paulo Chong Hasang
Em 1839, a repressão recrudesceu. Soldados o capturaram e exigiram renúncia da fé. Contudo, ele professou Cristo com clareza, confortou irmãos e entregou-se à vontade de Deus. Em 22/09/1839, em Seul, algozes o executaram; portanto, ele selou com sangue a obra que semeou com lágrimas e esperança.
Devoção, reconhecimento e canonização
A memória de São Paulo sustentou comunidades e inspirou gerações de leigos. Por fim, em 06/05/1984, São João Paulo II canonizou São Paulo Chong Hasang com os 103 mártires da Coreia. Hoje, catequistas e missionários veem nele um caminho seguro: fidelidade, audácia e amor incondicional à Igreja.
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